Tenho boas lembranças de Foz do Iguaçu. Fui para lá 2 vezes com minha família, a última em 2018, e sempre vi como um destino familiar em grupo. E é mesmo. Com vários resorts (Wish, Recanto, Vivaz, Mabu, Bourbon) , comprinhas no Paraguai, visita para Argentina e as maravilhosas Cataratas (tanto do lado brasileiro como do lado argentino), é um tremendo destino que pasmem, muitos de meus amigos não conhecem ainda.

Não é nem pela questão financeira: Foz é ainda surpreendentemente barato. Com exceção dos meses de férias escolares de julho e dezembro, é possível achar passagens para lá a partir de 400 reais (saindo de São Paulo). Foz é também democrática em termos de hospedagem, tendo resorts de primeira linha e hospedagens mais práticas e perto dos pontos turísticos.

Como já tinha ido em 2018, fiquei na dúvida se ia ficar entediada e se ia valer mesmo a pena voltar.

Eu fui na carona da empolgação de minha amiga, que fechou o pacote para comemorar seu aniversário e era a primeira vez dela lá. E ela mesmo ficou na dúvida se 4 dias era muito para Foz.

No final? Ficaríamos muito bem lá uns 5 dias inteiros. Tem coisa que vai ter que ficar para uma próxima vez.

Fechamos pela plataforma online Zarpo um pacote para 4 dias, saindo na sexta e voltando na segunda, com voo da gol direto com bagagem inclusa, 3 noites no Wish Resort com café da manhã, por 1900 reais por pessoa.

Saímos de São Paulo em plena madrugada pois nosso vôo era as 09 da manhã , e o primeiro dos poucos perrengues que tivemos na viagem: o aeroporto de Guarulhos estava um caos, com filas enormes, devido a uma pane de sistema. Nosso voo inclusive atrasou em mais de uma hora enquanto vários outros para o Sul foram cancelados por conta do mal tempo.

Conseguimos embarcar, e chegamos em Foz meio dia, depois de uma hora e meia de voo.

Lá o Uber e 99 funcionam muito bem, e não vejo a necessidade de pegar taxi, salvo por algumas situações que falarei adiante.

O Resort Wish fica na Av das Cataratas, perto do aeroporto e das Cataratas, mas longe do Centro. Ele é um resort classudo com serviço muito atencioso, mas estava em reformas, o que atrapalhou nossa avaliação de experiência .

Uma coisa em Foz: a previsão do tempo é imprevisível. O tempo pode mudar bruscamente a qualquer momento. Um dia antes vimos na previsão que os melhores dias seriam sábado e domingo com pouca chuva mas sol. Quando chegamos na sexta, já tinha mudado tudo: era melhor se garantir no passeio das Cataratas indo na sexta feira mesmo porque sábado e domingo a previsão era enorme chuva. O que aconteceu só parcialmente, porque adivinha: o tempo mudou de novo.

Chegamos no Parque das Cataratas (lado brasileiro) às 15:00 hs. Tem uma informação importante aqui: ao chegar na entrada do parque, depois de passar pela catraca dos ingressos, você ainda tem que pegar um ônibus circular do parque para ir até as cataratas, não dá para fazer a pé. O último ônibus sai da entrada às 16 hs e o parque fecha as 17:30 hs.

Tivemos o tempo suficiente para pegar o bus, chegar na entrada, tirar muitas fotos, e fazer o percurso inteiro em 2 horas.

Algumas mudanças da última vez que notei: o ingresso agora custa 105,00 reais, e havia poucos quatis, os bichinhos fofos mas danadinhos e prontos a pegar qualquer coisa que se assemelhe a comida de sua bolsa.

Como estava muito frio, não fizemos o passeio do Macuco, que é o de barco que passa perto das cataratas, mas também estavam cheias de água, por conta da extensa chuva dos últimos dias. Também não tivemos céu azul, o que certamente comprometeu as fotos, pois lá as fotos ficam absurdamente belas com as cataratas e os arco íris que se formam.

Contudo, eu digo que as Cataratas é sempre um passeio imperdível e um tremendo orgulho do nosso país. É uma atração forte, totalmente natural, de magnitude imensa. Quando o pessoal comenta das tais Cataratas do Niágara, é uma ofensa comparar com as nossas. Quando você está lá, é como presenciar a força da natureza em sua potência máxima. E o caminho, se não ó com total acessibilidade, pelo menos é bem tranquilo para encarar, com corrimões e passarelas bem feitas.

Fomos também no Parque das Aves , que é em frente ao Parque das Cataratas lado Brasil. É um viveiro a céu aberto, com inúmeras espécies de aves, voando ao seu lado, sem nenhum medo de humanos. Tucanos, Flamingos, Papagaios, Araras. É uma dor saber que são animais que seriam destinados a tráfego ilegal de animais e foram resgatados, e por isso nunca serão devolvidos à natureza, mas pelo menos lá eles têm um habitat diferente de uma gaiola, com interação com outras aves e muito espaço para circular e voar.

E não resistimos às comprinhas no Paraguai! Separamos um dia inteiro e olha que faltou. Uma dica: não vá de domingo, pois nem todas as lojas abrem e as que abrem ficam com horário reduzido até às 14 hs.

Para ir, pegamos um uber até perto da ponte da amizade, e de lá atravessamos a ponte até o lado Paraguaio, onde já vimos as grandes lojas. É uma caminhada tranquila e relativamente segura, só deixe as jóias em casa.

Algumas informações importantes: Uber não te leva até o lado paraguaio, e o taxi vai te cobrar mais que o dobro da tarifa, pois o trânsito para atravessar é insano.  As lojas fecham às 16:30 e só o shopping Paris (onde está o shopping China dentro) funciona até as 19 hs. O que foi o segundo perrengue nosso, e esse foi o maior dos maiores, porque depois das 17 hs a região fica deserta, e por isso, mais perigosa. Não fomos assaltadas, mas creio que nossos anjos da guarda tiveram que trabalhar duro nesse dia.

Saimos do Shopping  Paris às 19 hs, a região já estava deserta, e achamos um casal de brasileiros que também estava atravessando a ponte. Seguimos eles, e aliás, estávamos sozinhos, completamente no escuro. Demoramos a achar um sinal, afinal, do lado Paraguaio nosso sinal brasileiro de celular não funciona, e o Uber demorou a aceitar nossa corrida. O gentil casal que tinha conseguido um Uber que já estava por lá nos ofereceu de nos levar ao Centro e com mais movimento, seguiríamos para nosso hotel de lá. Caso contrário, estaríamos lá completamente sozinhas e no escuro esperando um Uber até hoje. Então, se você for se arriscar a ficar no Paraguai até depois das 17 hs, tenha um transfer contratado ou aceite pegar um táxi de lá. Não faça que nem as desmioladas aqui.

Quanto às comprinhas do Paraguai: não nos decepcionaram. Comprar eletrônicos lá é uma maravilha, com preços melhores do que a 25 de março e os EUA, inclusive.

Pesquisem antes de ir, porque cada época muda. No ano passado não compensava trazer Iphone, esse ano sim.

A cota é de 300 dolares para quem vem de carro, e 500 dólares para quem vem de avião. Se for parado na fronteira (isso eles fazem por amostragem mas não com todos), você paga 50% do valor excedente como impostos.

Compramos quase tudo na Cell Shop. Tem os shoppings Nissei, Monalisa, La Petisqueira, Madrid, Mega, Del Leste, mas a verdade é que a gente gosta de fila e loja lotada, então ficamos na Cell Shop. Se você pagar em dinheiro (Guaranis ou Reais) melhor, se for no Pix há uma pequena taxa, mas nada demais. Cartão de Crédito só se você tiver autorizado para compra no estrangeiro com a operadora antes e ainda vai pagar taxa transacional e de IOF, então não compensa.

Lá, é uma fartura comprar eletroportáteis e eletrônicos, como celulares, câmeras, fones de ouvido, coisas de tecnologia. Mais barato que EUA. Perfumes, chocolates ,relógios e Tênis idem. Quase 40% de diferença em relação ao Brasil e mesmo o Duty Free.  Só deixaria de fora roupas e bolsas, porque afinal os Outlets de Orlando são imbatíveis.

De noite, voltávamos exaustas e assim faz a diferença ficar num hotel de qualidade: o buffet de jantar era digno, com um pudim de leite condensado que é a marca registrada do Wish, cama com colchão incrível. O sono restaurador recarregava nossas baterias para os dias, que foram sem nenhum descanso.

Ainda tivemos tempo no último dia de conhecer um pouco o centro da cidade, que tem alguns restaurantes árabes muito bons. Fomos no Mir, que tem uma culinária árabe muito caprichada.

E faltou tempo para fazer coisas: faltou tempo (e dinheiro, pois afinal é pelo menos o dobro do custo) para ir para a Argentina, visitar a feirinha de Porto Iguaçu, passar em seu Free Shop que é imenso, ir no lado argentino das Cataratas, conhecer a noite de Foz do Iguaçu, e porque não, passar mais um dia no Paraguai fazendo comprinhas. Só descarto o passeio até a Usina de Itaipu e visitar o marco das três fronteiras,  que achei uma chatice, mas tem gente que gosta.

Recomendo Foz de montão. Vale a pena. Sozinha ou em amigos e família!